Não há mais como fantasiar o distanciamento das ilusões, talvez em outros tempos fosse possível, no entanto a comodidade que a conglomeração humana causou torna a necessidade por se iludir algo imprescindível a subsistência da espécie. Pedir pelo afastamento na tentativa de retomada pelas origens é tornada uma das principais ilusões que o indivíduo pode criar.
Esta constante busca pelo desvencilhamento ilusório vem mascarando/desmascarando (repetitivamente) uma autêntica busca pela verdade, assim, recaio sob o mesmo grau repetitivo que vem nos assombrando. Ora, a busca pela verdade, a princípio, se mostra como algo puro, mas ao passar há um caráter de acomodação, tranqüilizar, explicar; progredindo ao status das grandes mentiras, como a criação de deuses; depois, unificado; que transcendeu em amor, entre coisas do gênero.
Concluiria que a premissa da busca pela verdade é a busca pela ilusão. Então um grande vazio me atola, um estado de pedra, petrificado. Não posso agir, apenas observar, mas por desprazer, não consigo não interagir com o meio, nem em estado de pedra posso permanecer, pois impulsos me pressionam a outro lado.
Não há dor, não há sofrimento, não há paz, tão quanto tranqüilidade, apenas um estado de necessidade por ilusões buscando uma eventual integração social.
Porém após dar tantas voltas seria incauto retornar a um estado que não mais agrada.
Desta forma recaio em agonia por uma necessidade recíproca externa <-> interna de minha re-integração social. Gostaria que as coisas fluíssem normalmente, que pudesse boiar pela maré, no entanto há interação o que me impossibilita boiar (ou nado, ou afundo).
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