Delírios de um Ditador

não sei dizer o que é e o que não é, as coisas tomam seu proprio rumo se a induzi-la estarei embriagado em demasia.

14.2.06

contos de Morfeu I

Morfeu me contou: Estranho como nunca ou por curto "espaço" ficamos sozinhos em sua terra. Há sempre um acontecimento, uma pessoa surgindo do nada, um pássaro botando cadeiras, um índio conversando com Einstein, enfim; uma infinidade de acontecimentos que se desdobram.

Neste conto tive uma revelação, um tanto quanto óbvia; no meu induzimento diário exercido por "pensamento" que acusam como meu induzimento, na verdade são os personagens diários trazidos por Morfeu. Assim como visito seu mundo que, em palavras, seria o mundo do "Eu", os personagens vêm ao meu mundo revelando-se continuamente, nunca me liberando; ocorrendo sempre um acontecimento que me induz a ações ou não ação.

Temos até nomes para estes personagens, mas diziam como falsos personagens, acredito por não serem o que "Ego" gostaria de ser (que implica em dever ser para poder ser). Enquanto todo o personagem é verdadeiro por ser parte de "Eu". Desta forma, os personagens que vestem uma imagem no mundo de Morfeu, no mundo de Guerreiro (que reconheço como Zeto) vêm, não sob uma imagem criativa e expressiva, mas sob a imagem das palavras.
(com seus perigosos caminhos lógicos; Ou, E; Se, Então; Positivo, Negativo; Maior, Menor ou Igual: além de contínuas atribuições que não expressam o que a palavra significa (ver interiorizando performances subjetivas).