Associando o ser humano à um animal o faço em relação a Ema.
Ao menos ao arquétipo da Ema, que é uma ave que esconde a cabeça em um buraco deixando o resto do corpo para fora.
Ora em quanto o corpo o mantém sóbrio, subordinando-o como qualquer outro ente neste planeta; levando impulsos, necessidades e condições, a cabeça se aliena em um buraco, criando a ilusão necessária à fugas do perigo da vida e/ou que é a vida.
Parece que o maior perigo do ser é estar, digo: estar presente, pois causa dor fulminando em buscar constantemente o tempo perdido, ou o devir.
Tempo perdido como fulga e embasamento em fluxos passados à uma retomada no rumo, como se houvesse algum! Salientado como um prazer em fugir do cansaço presente à um devir mais suportável.
Devir como fulga à uma espécie de aperfeiçoamento otimizado, soluções ao grande problema, a vida.
Parece que o grande buraco, o qual metemos a cabeça, torna a grande solução de todos:
Oh doce ilusão me perfaça nesta nova hora PARA QUE eu possa esquematizar um novo sistema possibilitando uma nova fulga ante esta praga: estar vivo!!!
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