O calor vem e afasta deste corpo terreno, nos leva pra longe onde tudo é suportável. Tal peregrinação mental não é proposital, apenas algo que se faz. Não se faz de proposito, tão como sem querer, mas por um habito desnatural.
O tempo passa, as horas voam, não me agrada a imprecisão das sombras, quando percebo já me retêm por completo. Noutro mundo, agora(!), é onde estou.
Não mais me reconheço, onde foram meus braços? Cadê minhas pernas? Neste novo ambiente, nem ao menos sei quem sou. Espere, agora ouço algo, ouço o vento, são as brisas noturnas que cantam ao meu ser e delineam uma nova forma, mas não a forma de um jumento, nem como o cheiro de um prato quente após 16 horas sem comer! Figuram a forma solene do ser e do estar.
As brisas que me norteiam ao entardecer!
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