Delírios de um Ditador

não sei dizer o que é e o que não é, as coisas tomam seu proprio rumo se a induzi-la estarei embriagado em demasia.

14.2.06

Brisas Noturnas

O calor vem e afasta deste corpo terreno, nos leva pra longe onde tudo é suportável. Tal peregrinação mental não é proposital, apenas algo que se faz. Não se faz de proposito, tão como sem querer, mas por um habito desnatural.

O tempo passa, as horas voam, não me agrada a imprecisão das sombras, quando percebo me retêm por completo. Noutro mundo, agora(!), é onde estou.

Não mais me reconheço, onde foram meus braços? Cadê minhas pernas? Neste novo ambiente, nem ao menos sei quem sou. Espere, agora ouço algo, ouço o vento, são as brisas noturnas que cantam ao meu ser e delineam uma nova forma, mas não a forma de um jumento, nem como o cheiro de um prato quente após 16 horas sem comer! Figuram a forma solene do ser e do estar.

As brisas que me norteiam ao entardecer!