Delírios de um Ditador

não sei dizer o que é e o que não é, as coisas tomam seu proprio rumo se a induzi-la estarei embriagado em demasia.

23.2.06

Sem título

Tenho notado que o meio vem produzindo um aborrecimento em face ao padrão, padronização. Acredito que tal manifestação não passa de um mero simulacro. Ora, enquanto digo procurar pela singularidade reforço o ato familiar, o amor, a verdade e este tipo de simulação. Meus caros, um grande problema é justamente ter pais, e imprensa me tratando como ser especial e ao deparar com a vida me situo, apenas, como mais uma formiga, uma abelha na colméia, porém, recordo de ser um indivíduo especial e recaio em desuso, como um burro de carga solto em um pasto.
Não suporto, mais, viver em uma sociedade que continua recaindo, repetitivamente, sobre algo que tomo como medonho, nessas horas re-lembro do sistema espartano, o qual, as crianças eram arrancadas de seus pais aos 7 anos e passavam a viver pelo estado; igualmente mediocre, o estado assume o signo de paternidade... Não postaria uma alternativa que possa me agradar, talvez, por falta de imaginação, porém uma grande alteração nos costumes, no meu ver, recairia bem ao nosso meio, mas quem sabe!?
Certamente, no momento, eu não.

3 Comments:

At 10:44 AM, Blogger lipão/fê said...

o poblema penso eu não é exatamente as paternidades mas como são as paternidades. se destituissem os papéis e esses papéis tornassem seres, somente seres, com respeito ao seus desejos.

 
At 1:47 PM, Blogger fpasetto said...

o problema em respeitar os desejos é fundamental, se a criança é tratada como especial, como única, então ela carregará tal postura até seu leito, não respeitará aos demais por acreditar ser único, enquanto existem milhares ao seu redor.
Um cachorro, p.ex. não é tratado como especial, ele já nasce sabendo que sofrerá o resto da vida procurando um espaço no meio, pois desde o início seu meio já é tumultuado. Se isso acontecesse, a imprensa, constituída por seres (por incrível q pareça), não mais sabotaria a sociedade, com a apologia a Truman mania (filme c/ Jim Carry, onde ele nasce em um programa de TV), pois não saberia mais o que é isso.

 
At 5:47 PM, Blogger lipão/fê said...

mas animais de extimação não são animais são humanos infantilizados. mas isso é muito mais delirio nosso. trate ele a vida inteira como criança e depois o solte. Ele sofrerá? os animais tem mais contato com a realidade nesse aspecto a circunstãncia o faz outro.

 

Postar um comentário

<< Home