Delírios de um Ditador

não sei dizer o que é e o que não é, as coisas tomam seu proprio rumo se a induzi-la estarei embriagado em demasia.

14.2.06

interiorizando performances subjetivas

A falta de modelos com interiorizações está nos tornando indivíduos-modelo com ausência de manifestação interior que vêm a explodir de maneira orgástica. os novos indivíduos-modelo têm como deuses a trindade: matemática, o inconsciente coletivo e a televisão.

Condicionados à escravos do desejo e manifestando-nos apenas por meio do reconhecimento (necessidade de ser valorizado) estamos estagnados em um vale de desertos em que o êxodo parece improvável, assim temos poucos indivíduos que nos tocam por estarem no topo gritando, desesperados, que Heros é apenas uma máscara da ilusão. A união é apenas uma força desestabilizadora que ?nublifica? nossas mentes em um estado de estabilidade e segurança.

Por que isso? Talvez pelo acontecimento: todo o estado é uma ocasião temporal, assim como toda a força conectiva ? uma ocasião, um processo que tem como provável possibilidade a desconexão, vindo, ou não, a conectar-se novamente; natural do movimento. a união, como fim, bem como a desunião ou qualquer fim em si tem apenas um destino; a estagnação, a paralisação atemporal.

Se buscarmos pela imortalidade, sem dúvida, esta é a forma, a eterna repetição atemporal, mas como troca teremos a ausência de vida (como vivencia de possibilidades).

Aqueles do topo, os únicos que podem ver a gravidade da seca não gritam comunicando como está a mensura do deserto, mas podemos observar por meio de nossos telescópios o espanto em seus rostos.