A falta de modelos com interiorizações está nos tornando indivíduos-modelo com ausência de manifestação interior que vêm a explodir de maneira orgástica. os novos indivíduos-modelo têm como deuses a trindade: matemática, o inconsciente coletivo e a televisão.
Condicionados à escravos do desejo e manifestando-nos apenas por meio do reconhecimento (necessidade de ser valorizado) estamos estagnados em um vale de desertos em que o êxodo parece improvável, assim temos poucos indivíduos que nos tocam por estarem no topo gritando, desesperados, que Heros é apenas uma máscara da ilusão. A união é apenas uma força desestabilizadora que ?nublifica? nossas mentes em um estado de estabilidade e segurança.
Por que isso? Talvez pelo acontecimento: todo o estado é uma ocasião temporal, assim como toda a força conectiva ? uma ocasião, um processo que tem como provável possibilidade a desconexão, vindo, ou não, a conectar-se novamente; natural do movimento. a união, como fim, bem como a desunião ou qualquer fim em si tem apenas um destino; a estagnação, a paralisação atemporal.
Se buscarmos pela imortalidade, sem dúvida, esta é a forma, a eterna repetição atemporal, mas como troca teremos a ausência de vida (como vivencia de possibilidades).
Aqueles do topo, os únicos que podem ver a gravidade da seca não gritam comunicando como está a mensura do deserto, mas podemos observar por meio de nossos telescópios o espanto em seus rostos.
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