As vezes olho minha sala e me pergunto:
Cara se abrisse uma reciclagem? Seria o maior produtor!
O tempo passa, a pilha aumenta e aumenta.
Mas quanto maior, o efeito menos chega.
Já não vejo a hora de começar! Mas só no outro dia vejo acabar!
Nada mais me importa! Como se tivesse uma busca constante pelo efeito final, o sono.
Nem a busca pela loucura entorpecia, ou pelos cheiros me importam mais, pois tenho a finalidade logo ali!
O sono vem, e vai te pegar!
Seja o inferno, ou o céu, será seu vício, e a incompreensão entre ciente e não, será sua maior dúvida.
E a velha da loucura baterá sua porta a cada manhã para te perguntar: Como está?
E dirá a ela que Platão já falecera e que apenas buscas novas aventuras dentre sua vida.
E, assim, ela bate a sua porta insaciavelmente até que não haja mais porta e a união seja estável!
Mas se percebe isso, reconhece que não existe união, muito menos: estável, e recomeça a acreditar, em estado perplexo - por já ter experimentado, algo que já vivenciara, como a um ciclo que passa desapercebido e que reaparece. No entanto, sabe que a repetição cíclica é uma ilusão, principalmente pela vida ser formada por momentos, e os momentos não se repetirem, como impressões digitais, parecem sempre iguais, mas nunca o são.
Percebe, principalmente, que tudo isto foi um eco de seu grito que nunca deu, assim como a um elo à suas vontades intrínsecas abafadas por uma máscara não quebrável criada pela necessidade de conexão a outros para que possa ser reconhecido por eles como uma entidade autônoma! Mas como independente, se dependente do reconhecimento!?
Assim somos nós, seres que procuram a independência, dentro de nosso sistema inter-dependente, em que os independentes são honestamente, menosprezados, como tão bem disse Aristóteles, ou selvagens, ou deuses (hoje, a idealização platônica, vista a cada esquina).
Mas, fazer o que? Abrir a breja e relaxar?!
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