O garoto invisivel
Era uma vez um garoto invisivel. A todo lugar que ia, se modificava. Toda conversa que participava, se escravisava, como à um vicio. Não aparecia, não se via; à ele, nada servia. Se uma folha em branco pegava, nela se transformava. Ó garoto medonho, diziam? Não, ele não sabia, para ele nada ia, nada fazia. O garoto invisivel crescia e mais invisivel permanecia, quanto mais crescia; menos queria.
O garoto não era invisivel, seus pais diziam, mas ele disto não sabia. O nada é o que mais queria. O garoto invisivel assustava, nada queria, nada tinha, me assustava. Enquanto crescia, diminuia e diminuia, até que um dia não mais o via. O garoto invisivel um dia sumiu, mas logo reapareceu, pois lhe construi uma casa sob o eterno por-se-do-sol conforme ele sempre descrevia ao me despertar. O garoto invisivel reside aqui, quem sabe possa também residir por aí?
2 Comments:
O garoto invisivel procura eternamente por seu lar, talvez, por não ter mais nada. Está só e perdido como uma parte incompleta. Poderia me aceitar como parte de um ser que o que mais quer é tornar-me invisivel aos olhos de outros e aceitar-me ante isto?
garoto invisivel mora em mim
me apoderou sem ao menos saber ou querer
esta em mim por nao ter onde ir
eu me procuro e acho em mim o que nao consigo saber
e é o garoto invisivel
que mora em mim sem ocupar-me
muito bom seu texto
quis criar uma parte
estes dias andei pensando muito sobre mim, em esquema visual bem proximo disso
valeu
abraço
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